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* Pimenta do reino faz mal à saúde? - Não se recomenda a ingestão por quem tem próstata grande, porque ela pode agravar o processo inflamatório.
* Menos picante - as principais responsáveis pela ardência da pimenta são as sementes e a placenta, no interior do fruto. Caso queira moderar a picância da refeição, utilize somente a casca.
* Água, Água! Quando comemos um prato muito ardido, a primeira coisa que vem à mente é tomar um copo d'água. É errado. Pode não parecer, mas a água acentua a sensação de dor. O melhor são os derivados do leite, porque possuem caseína, uma substância que retira a capsaicina dos receptores nervosos localizados na boca. Por isso, alguns pratos da culinária indiana são acompanhados de molho de iogurte.
* Altas temperaturas - não há explicação
científica de por que se consome muita pimenta em países quentes
como Tailândia, Índia e México. Pode ser uma questão
histórica, já que a pimenta teve origem onde hoje é o
México e se espalhou com as Navegações.
Não há nada de ruim em consumi-la no verão.
* Os registros mais antigos do consumo de pimentas datam de aproximadamente 9 mil anos, resultado de explorações arqueológicas em Tehuacán, México. Outros sítios arqueológicos pré-históricos (2500 a.C.) são conhecidos no Peru, nas localidades de Ancon e Huaca Prieta.
* O cultivo de pimentas era uma característica de tribos indígenas brasileiras quando do descobrimento do Brasil. Com a imensa variabilidade de pimentas nativas, certamente pode-se supor que diversas tribos cultivavam e colhiam pimentas; e o plantio de pimenta por tribos indígenas continua até hoje, como entre os índios mundurucus, da bacia do rio Tapajós.
* As rotas de navegação no período 1492-1600 permitiram que as espécies picantes e doces de pimentas e pimentões viajassem o mundo. A globalização do conhecimento e do uso da pimenta tem, possivelmente, seu registro principal no livro De historia stirpium, escrito por Leonhartus Fuchsius em 1543, onde são apresentadas as primeiras ilustrações de pimentas com precisão científica.
* De 1500 para 2000, as sementes e frutos de pimentas e pimentões passaram a ser consumidas por povos de todas as origens, em quantidade crescente e em usos os mais diversos.
* As pimentas e os pimentões pertencem à família
Solanaceae e ao gênero Capsicum. Este gênero possui de 20-25 espécies,
normalmente classificadas
de acordo com o nível de domesticação. O Brasil destaca-se
por possuir ampla diversidade em todas as categorias e contempla 4 espécies
domesticadas:
* Pimenta literária
O vocábulo pimenta também tem suas diversas derivações,
indicando certa sensualidade ou malícia em alguns sentidos, como apimentar
ou apimentado; revelando a rebeldia infantil em outros: pimentinha; ou redundando
em topônimos de lugares e acidentes geográficos, como bairro
dos Pimentas, Pimenteira, Pimental e até em sobrenomes, como Pimentel.
* Teores de picância das pimentas
Em 1912 um químico chamado Wilbur Scoville, que trabalhava para a indústria
farmacêutica Parker Davis, desenvolveu um método para medir o
nível de calor, ou seja o teor de ardência, ardume ou picância
das pimentas, a Unidade de Calor Scoville - que vai de 0 a 300.000 SHU. O
método é baseado na degustação das pimentas puras
moídas em diluição crescente de água e açúcar,
alcançando o ponto em que a boca já não mais arde. A
partir dessa experimentação, foi atribuído um número
(SHU) a cada pimenta, que, pelo método, corresponde ao grau de ardência
da mesma. No Brasil, para simplificar, foi usada uma escala de 0 a 10 para
classificar as pimentas.

